29 de setembro de 2016

Está quase, não te enerves!


Anda lá despacha-te, tens uma aula de hidro à tua espera. De regresso a casa não  esqueças de comprar comida para os pássaros, para a coelha e para os peixes. Isso já foi ontem. Ok, então vê se tratas da roupa das férias, de arrumar as malas e deitar o lixo fora. Brincamos? Já fiz isso tudo. Não tenho por sistema ir lembrando as coisas, mas já passaste a ferro? Ó mulher, a roupinha tá toda em dia! Tu sabes que gosto muito de "dar no ferro". Se calhar é a mudança da hora que me está a confundir. Qual mudança de hora? É só daqui a um mês... Então vê se vais ás compras e não esqueças de trazer o meu creme das mãos que está mais barato. Estava a pensar ir ás compras para a semana… Mau! Andamos desencontrados? Não, nada disso. Estás a sofrer de ansiedade… mas está quase, está quase. Falta pouco para conheceres a Lucille… não te enerves.

(Acho que me descuidei e trabalhei muito esta semana. Tenho o serviço todo feito... mas não convém dizer isso à patroa porque ainda inventa alguma)



.....
I'm a bitch I'm a lover
I'm a child I'm a mother
I'm a sinner I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell I'm your dream
I'm nothin' in between
You know, you wouldn't want it any other way

- Bitch
Meredith Brooks


Tudo de bom

:)
;)

24 de setembro de 2016

Galo na cabeça


O  meu casamento não teve as peripécias como o do meu amigo Agostinho, mas quando me lembro desse dia, há 4 coisas que me saltam logo à memória:  Chuva, Atraso, Perfume e … Porta.

Passo a explicar:


Não é todos os dias que um tipo se casa, por isso não vou esconder que estava algo nervoso e que mais nervoso fiquei quando comecei a constatar que devido à chuva intensa que caía e ao trânsito, eu ia chegar atrasado à casa da noiva, local onde se realizou a cerimónia. 



Quando cheguei e mal tinha começado a subir as escadas  de acesso ao andar, senti  no ar o perfume do meu pai… inconfundível, inesquecível,  e isso deu-me alguma tranquilidade. Ainda hoje consigo sentir aquela fragrância que ele usava… 



Mas, para aumentar ainda mais o atraso (e o nervosismo) e quando pensava ter recuperado alguma calma, sou “assaltado” por uma amiga e seu marido, que fizeram questão de ali mesmo, nas escadas, «deixa ver a cuequinha, deixa ver» (grandes malucos!).


Finalmente lá entrei em casa, com o Padrinho a empurrar-me e a sorrir, enquanto eu ainda apertava as calças…


Quem não gostou nada do atraso foi a representante da Conservatória, que só após a cerimónia, e depois de eu lhe ter dado um beijinho e oferecido um cálice de Porto, ficou mais bem disposta e sorridente.


O resto do dia correu como previsto… o almoço, as fotos, os sorrisos, o bolo, os brindes. 

Eu não estava à espera, e longe de imaginar, era que mais tarde, e já no quarto de um hotel na capital, eu fosse presenteado (a expressão correcta será AGREDIDO!) com uma porta na cabeça! Tal e qual!


Ainda hoje não sei se aquilo foi um acto de violência doméstica, um sinal de que “atenção, quem manda sou eu”, ou uma prova de amor de quem estava habituada a viver sozinha, e se esqueceu completamente que atrás de uma porta pode estar alguém, e naquele dia estava … o marido.


Faz hoje trinta e quatro anos,  e claro, vou estar atento porque… «gato escaldado de água fria tem medo».



- Obrigado Flores Grande, Juca, meu pai… obrigado por teres estado presente no meu casamento, teres espalhado o teu charme habitual e o teu perfume.

- Obrigado S. Pedro por teres “abençoado” aquela sexta-feira.



- Obrigado LF, meu amigo e padrinho de casamento, por conduzires o carro naquele dia chuvoso e com muito trânsito. Ainda bem que estacionamos e fomos a pé para a cerimónia…


- E claro, como não podia deixar de ser,  obrigado …  agressora! Obrigado por me aturares e “levares” comigo durante estes anos todos. Tenho a certeza que por algum motivo válido continuas deste lado, e que não será só pelos meus lindos olhos verdes, saber e gostar de dançar.

E pronto, prometo não voltar a falar desta história, mas é um dos efeitos colaterais do avançar da idade e do «
galo na cabeça».



Tudo de bom!

;)

:)

19 de setembro de 2016

Férias 'Type R'

Reencontro, Recomeço, Recarregar, Repouso, Repasto, Regresso, Repor, Recordar, Recrear, Recuperar, Relaxar…

Com muitos ou poucos ‘R’s, as férias são necessárias para o bom funcionamento e equilíbrio da nossa máquina. Direi mesmo fundamentais.

Foi mais um período, já habitual nesta altura do ano, de entrega total a uma causa fantástica à qual me aplico de corpo e alma… feriar!

Até à próxima!




Tudo de bom.

;)
:)